“Deus existe!”, dizem cientistas.

Físicos vão anunciar na quarta-feira a existência do bóson de Higgs, partícula prevista até então em teoria e que explica as origens do universo.

Físicos do Laboratório Nacional Acelerador Fermi, vinculado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, anunciaram nesta segunda-feira (2) que encontraram a mais forte evidência até agora da existência de um corpo subatômico conhecido como "partícula de Deus", ou bóson de Higgs.

A evidência surgiu com subprodutos da colisão de partículas no acelerador chamado de Tevatron, disseram os cientistas. A pista, porém, ainda precisa de mais evidências que a comprovem.

Cientistas que trabalham no maior acelerador de partículas do mundo, no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear, o CERN, na Suíça, planejam anunciar nesta quarta (4) que eles conseguiram encontra provas suficientes de que a chamada ‘partícula de Deus’ existe de fato.

Entenda: O que é o bóson de Higgs e como ele afeta a Física

Após décadas de pesquisa e bilhões de dólares investidos, pesquisadores do CERN, ainda não estão prontos para dizer que descobriram a partícula. No entanto, especialistas familiarizados com a pesquisa do Cern dizem que os dados obtidos vão mostrar vestígios do princípio conhecido como bóson de Higgs, provando que ele existe, mas não permitindo afirmar que foi vislumbrado.

Cientistas sêniores do Cern afirmam que as duas equipes que planejam apresentar os resultados do trabalho nesta quarta-feira (4) estão tão fechados que só é impossível saber de alguma coisa sobre a descoberta.

“Eu concordo que qualquer observador de fora diria que ‘isto parece como uma descoberta’”, disse à AP o físico teórico John Ellis, professor da King’s College London, que tem trabalha no Cern desde 1070. “Nós descobrimos alguma coisa que é consistente para ser o bóson de Higgs”.

A partícula de Higgs recebeu este nome após o físico Peter Higgs, que, entre outros físicos na década de 1960, ajudou a desenvolver o modelo teórico que explica por que algumas partículas têm massa e outros não, uma etapa importante para entender a origem da massa. O modelo prevê a existência de uma nova partícula. Para físicos de partículas, encontrar o bóson de Higgs seria essencial para confirmar o modelo usado para explicar o que dá massa a matéria e, consequentemente, como o universo foi formado.
Equipes em busca do bóson de Higgs
Apenas grandes colisores de partículas como o Tevatron do Fermilab – que teve as atividades encerradas em setembro de 2011 – e o grande colisor de hádron, do Cern, têm a chance de produzir a partícula de Higgs. Cada uma das duas equipes conhecidas como ATLAS e CMS envolve milhares de pessoas que trabalham de forma independente para garantir a precisão.

Rob Roser, que lidera as pesquisas sobre o bóson de Higgs no Fermilab, em Chicago, afirmou que os físicos de partículas têm um padrão muito alto para o que é preciso e para o que é considerado uma descoberta.

Roser compara a os resultados que os cientistas vão anunciar na quarta à descoberta de marcas fossilizadas de um dinossauro. “Você vê as pegadas e as sombras do objeto, mas não o vê de fato”, disse à AP.

Cientistas com acesso para os novos dados do CERN dizem que eles mostram um alto grau de certeza de que o bóson de Higgs já pode ter sido vislumbrado e que, oficialmente, combinando os resultados separados de ATLAS e CMS, pode-se argumentar que uma descoberta está muito próxima.

Fonte Último Segundo.

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