Super-homem contra o Mito da Aristocracia

Kurt Busiek compartilhou esse texto em sua página oficial do facebbok. Li, gostei, traduzi(não necessariamente nessa ordem) e compartilho agora com você. Aproveite.

Super-Homem contra o Mito da Aristocracia.

por STEVEN PADNICK

 

SxMApete-woods-superman-1Diga-me se você já ouviu isso.

Uma criança nasce sob a ameaça de morte imediata. Desesperado para salvar a vida do menino, seus pais colocam-no em uma cesta e abandonam-no para o deserto. Uma família afável leva o bebê e o cria como seu. Mas como o menino cresce, ele percebe que ele é diferente de sua família, seus amigos, de todo mundo que ele conhece, e ao tornar-se um homem, ele descobre a verdade de sua herança.

Agora, neste momento da história, se você está falando sobre o Rei Arthur, ou Moisés, ou de Édipo, ou Tarzan, o nosso herói deixa sua família adotiva para tomar seu lugar de direito entre as pessoas de seu nascimento. Mas não estamos falando sobre eles. Estamos falando de Kal-El, vulgo Clark Kent, vulgo Super-homem. E ele fica na Terra.

O que é grande sobre o Super-homem, o que faz dele um herói moderno, um herói populista e um herói americano, é que o Super-Homem derruba o mito da aristocracia.

Para começar, o mito da aristocracia é que a qualidade moral existe no sangue e, portanto, algumas pessoas já nascem melhores do que outras. Assim, se o pai é uma pessoa boa, então o filho vai ser bom também. Eu acho que todos nós podemos olhar para exemplos, de história e de nossas próprias vidas, que simplesmente não é verdade. De crianças ruins nascidas de grandes pais, ou de grandes pessoas provenientes de pais piores. E ainda o mito continua a estar presente em toda a ficção de gênero, especialmente de fantasia. Então, o que torna a história do menino que caiu na Terra especial é que ele vai completamente contra esse mito tóxico.SxMAClarkkent-secretorigin

Se Super-homem fosse seguir o mito, ele voltaria a suas “moralmente superiores” pessoas de nascimento, ou trazer a moralidade de Krypton para a Terra. Mas, em vez disso Super-homem se identifica com as pessoas que o criaram e escolhe a usar seus poderes para ajudar os humanos. Seguindo o ensinamento de seus moralmente íntegros pais adotivos John e Martha, e inspirado pela bravura de sua rival e melhor amiga, Lois Lane, Super-homem escolhe ser um repórter. Ele escolhe ser um cara legal com um dia de trabalho comum, um chefe e colegas de trabalho. É um trabalho que lhe permite contar as histórias das pessoas ao seu redor, elevá-los, e talvez ajudá-los. E é isso que ele faz a maior parte do tempo.

Em sua própria maneira, sendo Super-homem, sendo um super-herói, é um uso extremamente restrito de poderes de Clark. Ele faz os trabalhos que só alguém com força sobre-humana, resistência inquebrável, e velocidade inimaginável pode fazer. Mas ele não quebra as leis do homem, não depõe governantes que discorda e não impõe sua moral aos outros. Ele trabalha com os poderes estabelecidos e se ele não é a melhor pessoa para o trabalho ele recua. Ele vive como um ser humano ajudando seus companheiros humanos, tanto quanto possível.

Decisão por direito de nascimento e poder é claramente um anátema para Super-homem, mais claramente visto na luta aos vilões. Lex Luthor é brilhante, um poderoso Diretor Executivo e, até um ponto, presidente estadunidense. Zod é um general com um exército de alienígenas ultrapoderosos. Brainiac é uma inteligência suprema com aspirações de controle universal. Sr. Mxyzptlk usa seres humanos como marionetes. Darkseid é um deus. Melhores vilões do Super-homem são figuras de autoridade, aqueles que buscam dominar a vida de pessoas que consideram inferiores. E Super-homem está dando seu melhor para a individualidade e respeito por todas as pessoas.

Além disso, Super-homem pode nunca voltar aos kryptonianos moralmente superiores, porque kryptonianos não são moralmente superiores. Seus pais biológicos, Jor-El e Lara, podem ter sido bons cientistas, mas em geral kryptonianos são os idiotas do espaço. Mesmo na melhor das circunstâncias, Krypton era governado por idiotas arrogantes que não podiam ver que seu planeta desabando ao seu redor, apesar de seu cientista fodão gritar em seus ouvidos.SxMA2653167-GeneralZodFilmEightiesFace

E cada vez que um kryptoniano novo chega a Terra pregando a superioridade de Krypton, dando ao Super-homem a chance de voltar, caso contrário, ao seu mundo perdido, eles acabam por ser pessoas muito, muito terríveis, como o General Zod e os criminosos da Zona Fantasma, o Erradicador, a versão de Brainiac da série animada dos 90, ou a invasão recente dos kandorianos. A exceção a esta regra é Kara Zor-El, Supermoça, que é boa, porque segue a liderança de Clark junto a Terra.

Super-homem rejeita a ideia de que o DNA é o destino e, em vez disso, escolhe exatamente quem será. Quando a ele é oferecida uma escolha entre a vida como um kryptoniano ou ser humano, o Super-homem escolhe a Terra, toda vez, e abraça sua vida como Clark Kent.

Mas entre os super-heróis, Super-homem é a exceção, não a regra. Por natureza, um super-herói é alguém com habilidades únicas os coloca acima, às vezes literalmente acima, a maioria da sociedade. Que esses seres únicos, então passam a ser vigilantes, colocando a sua própria definição pessoal de justiça acima da polícia e do governo eleito democraticamente, é fascista elitista, aristocrática, e limítrofe.

Isso é diretamente o oposto da origem do Aquaman, por exemplo, que também foi abandonado quando bebê e criado por um gentil faroleiro humano. Mas quando o jovem Arthur Curry descobriu que ele era realmente o herdeiro do trono de um reino marinho, ele rejeitou a superfície do mundo e transformou sua lealdade de todo o coração a Atlantis. (Ironicamente, para realmente se tornar rei Arthur sob o mar, Aquaman teve que rejeitar seu nome humano de “Arthur”). Em contraste, o Super-Homem nunca desistiria da Terra para voltar à Krypton.

Eu falei sobre isso antes com relação a Batman. Bruce Wayne é definitivamente o príncipe pródigo, voltando para retomar o reino de seu pai. Batman acredita que é seu direito e seu dever para conquistar Gotham para seu próprio bem. A única coisa que impede o Batman de tomar todo o mundo é o limite do que um ser humano pode fazer. Superman não tem limites reais, e reveladoramente opta por não dominar o mundo.

Assim, pelas ações e pelos exemplos, Super-homem encarna um ideal populista, que não importa o que os pais são, ninguém pode impor a sua vontade ao mundo. E não importa o quão poderoso é, importa como cada um escolhe como usar esse poder. Super-homem é ótimo, porque ele acredita que todos são dignos de respeito, e todos são dignos de ajuda. Todo mundo tem algum poder para ajudar a mudar o mundo, e todos estão juntos nessa.SR-FX-003C

Super-homem mostra que não somos escravos de nossa genética, que o DNA não é destino, e que todas as pessoas são capazes de grandeza. Não é um rei disfarçado. É um imigrante, um sobrevivente, e um herói democrata, progressista. É um americano que acredita que todos devem ter uma chance justa.

 

Originalmente publicada aqui.

Fonte TOR.COM

Fuga

Todos nós, quando enfrentamos situações desagraváveis, temos uma válvula de escape. Uns usam drogas, licitas ou não. Outros ouvem música. Leem. Há muitos lugares pra onde fugir.

A protagonista do filme da BaruchFilms escolheu o video game.

Vítima de um lar em discórdia e discriminada pelos colegas, ela se fecha em seu mundo de fantasia de tal maneira que prejudica seus estudos. Tudo que ela quer é silenciar o que a cerca.

A distração e fuga(psicólogos falaram melhor sobre isso, não eu) diferem em quanto da sua vida você está perdendo. O quanto o protelamento do embate dos conflitos reais, afeta seu convívio social e familiar.

É bom ver que um simples fanfilm evoque tão bem esse sentimento como Escape. Que diferente de outros do gênero massa véio(como diria o Rodney do MdM) impacta com seu tema e linguagem.

Lembrei de um discurso muito motivador, nesse sentido.

É preciso estar atento ao que te incomoda e fazer com que não incomode mais. Sem fugir. Quanto mais cedo enfrentarmos nossas lutas, melhor.

Tá muito auto-ajuda essa joça!

Vamos animar!

Fonte IGN.

Psy leva Gangnam Style à ONU

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Psy passou pela ONU para ensinar uns passinhos ao Secretário-Geral Ban Ki-Moon.

Se você está perdendo tempo na internet durante os últimos três meses (como o Latino), já viu Gangnam Style. Não é que esse puto foi parar na ONU! Encontrou o seu conterrâneo, pica-das-galáxias da casa, e teve até coreografia.

Ki-Moon até comentou:

"Até dois dias atrás, alguém me disse que eu sou o coreano mais famoso do mundo. Agora tenho que abdicar. Sem arrependimentos".

Rasga seda aqui e acolá… Faz dancinha… E VAGABUNDO FALA “SÓ O BRASIL EXALTA UM LIXO COMO MICHEL TELÓ”.

Fonte The Escapist.